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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Índice de Confiança da Construção no primeiro trimestre de 2014.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) apontou uma pequena queda neste primeiro trimestre do ano, com uma variação de -3,3%, em relação ao mesmo período de 2013. Em março, o índice ficou em -5,6%, fevereiro registrou -1,3%, e janeiro -3,9%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBE/FGV). Mesmo negativos os índices apontam uma pequena melhora na confiança do setor para os próximos meses.

A taxa de variação interanual trimestral do Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -3,5%, em fevereiro, para -4,8%, em março – maior variação nesta base de comparação desde março de 2013 (-6,3%). Na comparação interanual mensal, o IE-CST registrou queda ainda mais acentuada, ao passar de -2,0%, em fevereiro, para -8,7%, em março. 

Já a percepção sobre o estado atual dos negócios pouco se alterou e o Índice de Situação Atual (ISA-CST) chegou a apresentar melhora em termos trimestrais, ao variar -1,5%, em março, depois de registrar -2,7%, no trimestre findo em fevereiro. Em bases mensais, no entanto, o indicador piorou, ao sair de -0,4%, em fevereiro, para -1,8%, em março. 

A queda relativa do ICST foi concentrada em três segmentos:

Obras Viárias - variação interanual trimestral passou de -0,9%, em fevereiro, para -4,6%, em março;

Edificações - com taxas de -2,3% e -3,6%; e

Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição - variação de -1,5% para -2,7% respectivamente, nos mesmos períodos.

A evolução recente da atividade influenciou uma melhora relativa do ISA-CST. A variação interanual do Indicador Trimestral¹ deste item passou de -5,4%, em fevereiro, para -2,3%, em março. Das 641 empresas consultadas, 19,1% avaliaram que o nível de atividade aumentou no trimestre findo em março de 2014, o mesmo percentual apurado no mesmo período do ano anterior; já 21,3% das empresas reportaram que a atividade diminuiu (contra 19,0%, em março de 2013).

O quesito que mede as expectativas com a demanda prevista nos meses seguintes foi o que exerceu maior influência negativa sobre o IE-CST. A variação interanual trimestral deste quesito passou de -2,0%, em fevereiro, para -4,5%, em março. A proporção de empresas prevendo aumento na demanda no trimestre findo em março de 2014 é de 31,4%, contra 33,2% há um ano, enquanto a parcela das que estão prevendo piora foi de 9,0%, contra 5,0%, em março do ano anterior. Fone: FGV

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