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segunda-feira, 15 de julho de 2013

RS inviabiliza adesão de construtoras ao Minha Casa Minha Vida.

Rio Grande do Sul tem o menor número de contratos de adesão, por construtoras, ao Programa Minha Casa Minha Vida. Conforme o Departamento de Produção Habitacional do Ministério das Cidades no Estado foram contratadas até o momento 184 mil unidades, representando um investimento de R$ 12 bilhões.

Para o vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, o Custo RS tem sido o maior obstáculo para que a proposta entre em ritmo favorável e a meta seja estabelecida no Rio Grande do Sul. “É necessário que representantes do setor da construção civil e autoridades municipais e do Estado busquem avaliar o porquê da falta de interesse das construtoras nas contratações”, salientou ele.

Já a diretora do Departamento de Produção Habitacional do Ministério das Cidades, Maria do Carmo Avesani, já foram entregues até o momento mais de 116 mil unidades. No País, da meta total de 3,5 milhões de unidades (fase I e II do programa), já foram contratadas 2,6 milhões de unidades, num desembolso de R$ 170 bilhões. Até o momento foram entregues 1,0 milhão de unidades. Avesani chamou a atenção para a importância do engajamento das administrações municipais para a continuidade do MCMV com ênfase para a faixa de menor renda (até R$ 1.600,00 por família). 

Tendo em vista a crescente escassez de terrenos em áreas próximas das cidades é imprescindível que as prefeituras identifiquem as necessidades de equipamentos e serviços urbanos para empreendimentos enquadrados no Programa.

A dirigente do Ministério das Cidades afirmou que para empreendimentos com mais de 500 unidades habitacionais o Fundo de Arrendamento Residencial – FAR - poderá contratar equipamentos de educação, saúde, assistência social, segurança e outros, a critério da SNH/MCidades, limitando-se a 6% do valor da edificação e infraestrutura. 

O debate sobre a questão em pauta aconteceu durante evento de apresentação do programa para prefeitos e construtores realizado na sede do Sinduscon-RS, no dia 4 de julho, em Porto Alegre durante. A reunião foi promovida numa parceria entre a Câmara Brasileira da Indústria da Construção – CBIC -, Ministério das Cidades e Banco do Brasil, juntamente com o Sinduscon-RS.


O encontro teve por objetivo a integração de esforços entre o poder público municipal, agente financeiro (BB), Governo Federal e a indústria da construção. O vice-presidente do Sinduscon-RS, Rafael Tregansin,  destacou que as construtoras, que até então produziam moradias para a classe média, vêm buscando se estruturar em termos técnicos e de recursos humanos para atender a demanda da população de baixa renda, que é o foco do Programa. 

Fonte: Imagem SindusconRS

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