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quarta-feira, 3 de abril de 2013

SindusconRS divulgou o CUB/m² de março.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (SindusconRS) divulgou o CUB/m² - Custo Unitário Básico por metro quadrado de construção do mês de março de 2013, com base na NBR 12.721/2006.

Os materiais de construção que mais subiram em março: 

Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 ½” (14,10%), 
Fio de cobre anti-chama, Isolamento 750V, # 2,5mm² (7,14%), 
Bancada de pia de mármore branco 2,00m x 0,60m (2,56%), 
Placa de gesso (2,01%), 
Chapa compensado plastificado 18mm (1,54%), 
Esquadria de correr tamanho 2,00m x 1,40m, em alumínio (1,21%). 

Os materiais de construção que apresentaram as maiores variações negativas em março:
Telha fibrocimento ondulada 6mm (-1,73%), 
Emulsão asfáltica impermeabilizante (-1,04%), 
Brita nº 02 (-0,91%), 
Porta lisa p/pintura   (-0,16%), 
Registro de pressão cromado Ø ½” (-0,11%), e
Disjuntor tripolar 70 A (-0,11%).

Fonte: SindusconRS

terça-feira, 2 de abril de 2013

Ronaldo Sielichow é homenageado na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre.


Imagem Tonico Alvares


O empresário Ronaldo Sielichow, proprietário da Ferragem Porão, e presidente do Sindilojas Porto Alegre,  recebeu o troféu Câmara Municipal de Porto Alegre, nesta terça-feira (2), às 17 horas, no Plenário Otávio Rocha. Sielichow também é vice-presidente da Fecomércio-RS, da Cooperativa de Crédito - Sicredi União Metropolitana de Porto Alegre e presidente do Conselho Nacional de Entidades do Comércio em Shopping Centers. 

A premiação foi criada em 2010 para ser conferida a pessoas, entidades, instituições e empresas que, em um período mínimo de cinco anos, tenham se destacado publicamente e contribuído para o desenvolvimento social, econômico ou humano da Capital. A distinção exibe uma placa com o Brasão da Cidade, nome, ano e razão da homenagem. 

Imagem Tonico Alvares
Sielichow é o porta-voz de uma Entidade que representa legalmente os comerciantes de Porto Alegre e Alvorada e que reúne aproximadamente 18 mil estabelecimentos nas duas cidades. Além de atuar na representação e defesa da categoria, desenvolve ações que promovem o fortalecimento das empresas. O Sindilojas Porto Alegre também realiza pesquisas no setor, qualificação profissional e oferece uma série de serviços voltados aos lojistas. 

Fonte: Enfato Comunicação e Sindilojas Porto Alegre. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Indústria de materiais demonstra otimismo do setor.



O Termômetro Mensal do mês de março da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) apontou que 48% das empresas do setor esperam um desempenho bom e muito bom para o período e de 72% para o mês de abril. No conjunto, há uma mudança de expectativas de vendas de Regular para Bom entre março e abril.A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira, 25. 

Em relação às pretensões de investimentos no médio prazo (próximos 12 meses), 74% das indústrias de materiais informaram que pretendem investir no setor. Este número mostra que este cenário se mantém estável nos últimos meses.

Dentro do que se referem à expectativa das ações governamentais para o setor, os números também se mantém estáveis. Dessa sondagem, na média 31% das indústrias de material de construção estão otimistas e 63% estão indiferentes. Já o pessimismo diminuiu para 6%, dois pontos percentuais a menos que o mês anterior.

Marcado pela estabilidade, o nível atual de utilização da capacidade instalada se manteve na média dos últimos três meses, chegando ao 4° mês consecutivo com 82%.

“A indústria de materiais mantém seu otimismo para vendas e investimentos nesse inicio de ano. Esperamos crescer 4,5% em 2013, mas isso só ocorrerá se forem mantidos os incentivos ao consumo - credito em particular - e se houver uma aceleração nos investimentos públicos e privados”, comenta Walter Cover, presidente da entidade.
Fonte: Abramat.

Inscrições abertas para o concurso da Finep.



A Agência Brasileira de Inovação (Finep) está com as inscrições abertas para o concurso que selecionará idéias inovadoras para os temas:  Construção Sustentável e Saneamento Ambiental. Empresas e consórcios interessados têm até o dia 31 de maio próximo para enviar as propostas. O programa integra o Plano Inova Empresa e vai promover o aumento da produtividade e competitividade da economia brasileira. Os trabalhos devem conter o diagnóstico do problema a ser solucionado e o produto inovador desenvolvido, considerando a demonstração do conceito.

Com um total de R$ 144 milhões em recursos de subvenção econômica, não reembolsáveis, o programa contempla também as áreas de nanotecnologia, biotecnologia e tecnologias da informação e comunicação. A área da construção sustentável e de saneamento ambiental dispõe de R$ 30 milhões para desenvolvimento de produtos ou processos inovadores que envolvam risco tecnológico, associados a oportunidades no mercado. O valor solicitado na proposta deve ser de no mínimo R$ 700 mil e máximo de R$ 7,5 milhões.

Para seleção das propostas serão utilizados oito critérios com pesos diferentes. São eles:

- grau de inovação do produto e potencial do projeto para solução dos problemas diagnosticados , com peso 4;
- conformidade e abrangência da solução em relação ao tema selecionado, grau do risco tecnológico e viabilidade de execução do projeto , com peso 3;
- conhecimento no tema, experiência em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e dimensionamento da equipe executora das beneficiárias, com peso 2; e
- experiência das beneficiárias em projetos (PD&I)e estratégia de modelo de negócio para viabilizar inserção do produto no mercado , com peso 1.
O resultado preliminar será divulgado no dia 22 de julho e o final, no dia 26 de agosto.
Fonte: Piniweb

terça-feira, 26 de março de 2013

INCC-M de março.

Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou taxa de 0,28% em março, uma variação abaixo do resultado apontado do mês anterior, que ficou em 0,80%. No ano, o índice acumula variação de 1,47% e, nos últimos 12 meses, a taxa atingiu 7,25%. Os dados, que analisaram os preços coletados entre os dias 21 de fevereiro e 20 de março, foram divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, 25. 

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,42%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,59%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,14%. No mês anterior, a taxa foi de 1,00%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Materiais, Equipamentos e Serviços

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentosregistrou variação de 0,50%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,57%. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: materiais para instalação (1,42% para 1,12%) e equipamentos para transporte de pessoas (0,90% para -0,03%). 

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,69%, em fevereiro, para 0,13%, em março. Neste grupo, vale destacar a desaceleração do subgrupo aluguéis e taxas, cuja variação passou 0,67% para 0,04%. 

Mão de obra

O grupo Mão de Obra registrou variação de 0,14%, em março. No mês passado, a taxa havia sido de 1,00%. A desaceleração foi consequência do fim do reajuste salarial ocorrido em Belo Horizonte, onde a taxa passou de 6,27% para 0,08%. Em Salvador, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo as taxas apuradas refletem pequenas oscilações de mercado.

Capitais que apresentaram desaceleração:


Brasília, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e São Paulo. 

capitais que apresentaram aceleração:

Salvador e Rio de Janeiro. 

Fonte: fgv. 

Problemas em prédios do Minha Casa, Minha Vida.


Imagem O Estadão. 
Prédio habitacional em construção do programa Minha Casa Minha Vida em Niterói, no Rio de Janeiro, apresentou problemas estruturais, confirmou a Caixa Econômica Federal. Dois blocos com 40 unidades habitacionais cada foram condenados.

O conjunto habitacional Zilda Arns II tem nove blocos e 371 apartamentos e são destinados aos desabrigadas e que vivem em áreas de risco em Niterói.

A Caixa não tem prazo para a reconstrução dos dois blocos e aguarda conclusão de laudos técnicos.
Fonte: estadao.com.br.

sábado, 23 de março de 2013

Tendências no varejo de materiais de construção.

Alberto Serrentino

O varejo de materiais de construção movimentou cerca de R$ 70 bilhões em 2011, aproximadamente 2% do PIB. Nos últimos oito anos, o setor teve desempenho superior à média do varejo em três deles (2007, 2010 e 2011), enquanto em dois anos apresentou crescimento negativo (2005 e 2009). De qualquer forma, as perspectivas são positivas, em função da ampliação e barateamento do crédito, da melhoria de renda das famílias e do crescimento do mercado imobiliário.


A GS&MD – Gouvêa de Souza realizou recentemente um amplo estudo sobre materiais de acabamento, envolvendo consumidores, especificadores e varejistas em todo o país.  Foram feitas 1200 entrevistas pessoais com consumidores em 13 cidades, 747 entrevistas com varejistas, além de entrevistas em profundidade com especificadores e profissionais. O estudo mostrou que há diferenças de comportamento entre perfis demográficos: enquanto as classes mais altas (A/B1) são mais voltadas a marcas, exigentes em relação à qualidade e racionais em suas escolhas, as classes mais baixas são motivadas pela realização de sonhos. Em comum, confiança e marca como atributos chave.

Foi constatado que 93% dos consumidores não contratam especificador, porém a contratação de profissionais é dominante em todas as classes, com índices ao redor de 80% do universo. Há uma cadeia de influenciadores nas decisões de compras de materiais de construção – arquitetos, designers, empreiteiros e profissionais. Arquitetos e designers tendem a especificar marcas líderes, mas o principal influenciador é o pedreiro.

Formatos - em relação a formatos, a pequena loja é a mais próxima do cliente, porém distante dos fornecedores, enquanto o home center é o inverso. As lojas especializadas conseguem equilibrar os dois aspectos. Também há diferenças em relação a renda: quanto menor a renda maior a preferência pela loja de bairro (37% na classe A, 56% na B e 68% na C), enquanto o home center cresce em preferência à medida em que a renda aumenta (19% na classe C, 28% na B e 47% na A). A loja especializada é mais democrática, embora não seja a preferida de nenhum segmento (15% para classe A, 16% para a B e 13% para a C). Proximidade, variedade e formas de pagamento são os três atributos mais relevantes para escolha da loja. Independente da classe social, 74% dos consumidores definem a escolha do produto e marca na loja, o que mostra o poder e oportunidade para o ponto de venda.

Em outro estudo realizado pela GS&MD foi avaliado o impacto das transformações dos consumidores emergentes, que mudaram de classe nos últimos cinco anos. Constatou-se que a casa é o epicentro de sua vida – onde gastam a maior parcela de sua renda, realizam suas atividades de lazer, aspiram investir mais no futuro, tangibilizam a melhora em sua qualidade de vida e status social.

Lojas de sucesso - o que define uma loja vencedora é a combinação de três elementos: claros posicionamento e proposta de valor, relevância e consistência na execução. O primeiro define a capacidade de definir quem é o cliente-alvo primário e o que fará a loja especial e um destino para ele; o segundo significa construir um modelo baseado em atributos que sejam importantes para o cliente e fatores discriminantes na escolha da loja; e o terceiro é onde o jogo se define, ou seja, na capacidade de execução e de entrega da promessa da marca todos os dias, em todas as lojas ao longo do tempo.

O varejo de materiais de construção no Brasil ainda é muito fragmentado, e com alto grau de comoditização. As oportunidades de crescimento são relevantes e deverão levar a maior concentração, maior participação dos grandes formatos e de operadores internacionais. A participação dos cinco maiores operadores é de 11%, contra mais de 50% no segmento de alimentos. Entretanto, a exemplo do que vem ocorrendo com os supermercados, há espaço para convivência de diferentes formatos e o pequeno operador de bairro pode desempenhar um papel relevante no mercado. Isto dependerá da capacidade de focar em perfis de clientes definidos, estruturar sua proposta de valor e traduzi-la em relação a sortimento, serviço, preços e comunicação e executar com excelência.

Também haverá oportunidades para incorporação de serviços à oferta da loja e para aumento de participação de canais digitais e integração destes às lojas. O estudo da GS&MD revelou que 97% dos consumidores nunca compraram materiais de construção on-line, porém 16% afirmam que pesquisarão on-line antes de realizar compras futuras.

Portanto, o cenário de mercado é favorável ao setor, que apresenta grau de maturidade inferior a outros segmentos de varejo. Nos próximos anos deverá aumentar a concentração, o que levará a maior segmentação entre formatos e refinamento no posicionamento dos operadores. Os bons operadores saberão encontrar espaços e manter sua relevância.

Alberto Serrentino (aserrentino@gsmd.com.br), sócio-sênior da GS&MD – Gouvêa de Souza - www.gsmd.com.br