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sábado, 6 de setembro de 2014

Do soquete ao sistema LED.

Jani Souza
Têm coisas que fazem parte de nossas vidas há tanto tempo que sequer imaginamos ter o mesmo resultado de outra forma. No que se refere à iluminação, o LED veio para revolucionar a forma como concebemos a luz, não só pelo seu formato diminuto, como pela longa durabilidade e economia de energia de até 90% frente às tecnologias tradicionais.

O que surpreende a indústria é que as lâmpadas LED com formato rosca E27 estão cada vez mais caindo no gosto do consumidor, principalmente nas aplicações que dispensam o uso de gesso e, neste aspecto, tem nas moradias populares um grande mercado consumidor.

Criado para que a lâmpada incandescente pudesse ser rosqueada e assim gerar a luz, o soquete, apesar do LED, tem sua sobrevida garantida com a retirada gradual do mercado da lâmpada criada por Edson. Muda-se a tecnologia de geração de luz, mas mantem-se o mesmo sistema de funcionamento. Afinal faz parte da estratégia de popularização do LED os lançamentos adaptáveis aos soquetes.

Apesar disso, a indústria acredita na modernização e investe em sistemas LED com a solução completa. Este agrega em um único objeto lâmpada, luminária e a fonte de energia. Nas lojas de materiais elétricos e de iluminação já se pode encontrar uma gama destes produtos, cuja oferta só tende a aumentar. Mas o mercado ainda representa uma pequena fatia.

Se esta é a tendência, por que então os fabricantes estão lançando modelos LED com a base em rosca que permite o encaixe no soquete? Estes modelos adaptáveis vêm para conquistar a simpatia do consumidor acostumado às formas de iluminação nos moldes da incandescente. Comportamento não é algo que se muda do dia para a noite. É preciso que o LED ganhe a simpatia popular e que esta conquista advenha da percepção do quão vantajoso ele é em termos de economia de consumo de energia e maior durabilidade. Por isso os modelos LED mais acessíveis economicamente também possuem o formato arredondado, como a incandescente.

Neste primeiro momento, muda-se a tecnologia, mas mantem-se a forma.  O próximo passo é diversificar o uso do LED com aplicações e formatos que quebram paradigmas. Por isso o futuro da iluminação LED é a comercialização de soluções completas. Quando o consumidor perceber a vantagem disso, quem sabe o soquete entre para o passado da iluminação junto com a lâmpada incandescente. Mas até lá, temos ainda um longo caminho a trilhar.

Analista de Produtos da Lâmpadas Golden.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Boas informações levam a bons negócios.

Rafael Ferreira
Bons profissionais da pintura devem correr atrás de boas informações técnicas sobre os produtos que recomendam ou vendem, para orientar corretamente seus clientes.  “Acho que este produto é melhor que aquele, porque acho que aquele é pior que este.” Isto é achismo ao pé da letra. Lojistas, balconistas e pintores profissionais devem sempre procurar saber as qualidades, propriedades e características dos produtos com os quais trabalham no dia a dia. A regra deve ser, nunca dar palpite de orelhada.

É estratégico para o desempenho saudável de sua atividade que saibam vender a ideia de produtos que saem de fábrica com valor agregado. É uma categoria superior a dos produtos denominados “Premium”. Eles só se vendem bem quando vêm acompanhados de informação técnica e comercial competente. Se não for assim, o único argumento será o preço. Aí não existe mágica que resolva. Onde só o preço vende, o mercado regride.

Alguns casos são exemplares. Mesmo numa padaria top, o preço do pãozinho francês deve seguir uma tabela bem conhecida do distinto público. Mas não se discute o preço de um pão especial recheado com presunto, queijo e temperos exóticos. Do mesmo modo o consumidor se comporta diante de um carrão sofisticado, em comparação com um popular.

Para quem ainda “acha” isto ou aquilo, a dica é: saia do achismo. Procure sempre o conhecimento que agrega valor não só ao produto, mas também ao profissional. Conhecimento proporciona reconhecimento, diferencial e por consequência maiores comissões.

Gerente Comercial – Revenda & Construção da Montana Química S.A.

FGV divulga Índice Nacional de Custo da Construção de agosto.

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou taxa de variação de 0,19% , em agosto, ante ao mês anterior, onde o índice foi de de 0,80%. No ano, o índice acumula variação de 5,76% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 7,09%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,15%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,45%. Já o índice referente à Mão de Obra a variação foi de 0,23%. No mês anterior, a variação registrada foi de 1,11%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV)

Materiais, Equipamentos e Serviços

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,16%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,52%. Os quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,56% para 0,06%.

O grupo relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,18%, em julho, para 0,12%, em agosto. Neste grupo, ocorreu a desaceleração do subgrupo projetos, cuja variação passou de 0,43% para 0,05%.

Mão de obra

O grupo Mão de Obra registrou variação de 0,23% em agosto. No mês anterior, a variação foi 1,11%. A variação foi por conta ainda dos reajustes salariais ocorridos em Brasília e Porto Alegre.

Capitais


Cinco capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação:
Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.

Capitais que apresentaram aceleração nas taxas de variação:
Salvador e Recife.
Fonte: FGV

Pesquisas da FGV – IBRE para o mercado de economia e negócios no país.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em agosto, variação de 0,19%, abaixo do resultado de julho, de 0,80%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,15%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,45%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,23%, em agosto. No mês anterior, este índice registrou taxa de 1,11%.

Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou uma melhora com relação ao ambiente de negócios entre julho e agosto de 2014. No trimestre findo em agosto, o índice recuou 9,9% frente ao mesmo período do ano anterior. A taxa de variação interanual havia sido de -10,3% na mesma base de comparação. Na métrica interanual mensal, a evolução favorável do indicador foi mais pronunciada: a variação do ICST ficou em -8,4% em agosto, ante -12,4% de julho.

A melhora relativa do ICST foi decorrente de movimentos favoráveis tanto das avaliações em relação ao estado atual dos negócios quanto das expectativas em relação aos meses seguintes. Em bases trimestrais, a variação interanual do Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de -5,8% no trimestre findo em julho, para -5,5 %, em agosto. Em termos mensais, passou de -9,2%, em julho, para -4,3%, em agosto. A variação interanual trimestral do Índice de Expectativas (IE-CST) também acompanhou a melhora do ambiente, ao passar de -14,0%, em julho, para -13,5%, em agosto. Assim como no ISA-CST, a evolução do IE-CST em termos mensais foi mais significativa, ao passar de -15,1%, em julho, para -11,7%, em agosto.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,02%, em agosto, ante 0,15%, em julho. A principal contribuição para este decréscimo partiu do grupo Habitação (0,48% para 0,29%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item taxa de água e esgoto residencial, cuja taxa passou de -0,66% para -0,91%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou -0,27%, em agosto, com relação ao índice registrado em julho, onde a variação apontou -0,61%. Em agosto de 2013, a variação foi de 0,15%. A variação acumulada em 2014, até agosto, é de 1,56%. Em 12 meses, o IGP-M variou 4,89%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de -0,45%. No mês anterior, a taxa foi de -1,11%. O índice relativo aos Bens Finais variou -0,13%, em agosto. Em julho, este grupo de produtos mostrou variação de -0,71%. Contribuiu para a queda menor o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de -7,71% para -3,73%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura ecombustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,27%. Em julho, a taxa foi de 0,06%. 

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 1,2% entre julho e agosto de 2014, ao passar de 84,4 para 83,4 pontos. Após a oitava queda consecutiva, o índice manteve-se no menor patamar desde abril de 2009, onde o índice fora de 82,2 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA) foi de 82,7 pontos e o Índice de Expectativas (IE) foi de 84,1 pontos.

O Índice da Situação Atual (ISA-COM) retrata a percepção do setor em relação à demanda no momento presente. Na média do trimestre findo em agosto, 11,7% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 29,6%, como fraca. No mesmo período de 2013, estes percentuais haviam sido de 16,4% e 23,1%, respectivamente.
Fonte: FGV-IBRE

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Sinduscon/RS divulga salários médios do mês de agosto de 2014.

Sinduscon/RS divulga salários médios do mês de agosto de 2014.
Mestre de Obras
Até 25 subordinados - 15,12
Acima de 25 subordinados - 19,13
Média - 17,13
Pedreiro - 5,45
Servente - 4,11
Carpinteiro - 5,59
Ferreiro (Armador) - 5,63
Pintor - 5,40
Apontador - 7,36
Eletricista
Oficial - 5,79
Meio Oficial - 4,45
Ajudante - 4,05
Instaladores Hidráulicos
Oficial - 5,97
Meio Oficial -5,45
Ajudante - 4,05
Engenheiro - 40,46

Não estão incluídos os encargos sociais, bonificações e outras despesas. 
Fonte: DEE – Sinduscon/RS

Preços médios dos materiais de construção no mês de agosto.

Aço CA-50 Ø mm R$ 3,93
Areia Lavada m3 R$ 63,10;
Bacia sanitária branca com caixa acoplada R$ 247,81; 
Bancada de pia de mármore branco 2,00 m x 0,60 m R$ 833,16;
Brita nº 02 m3 R$ 61,91
Bloco de concreto sem função estrutural 19 x 19 x 39 cm unid R$ 2,87
Cimento CP-32 II Kg R$ 0,46; 
Concreto fck=25 Mpe m3 R$ 301,96
Chapa compensado plastificado 18mm m2 R$ 30,58;
Disjuntor tripolar 70 A unid R$ 80,17;
Emulsão asfáltica impermeabilizante Kg R$ 12,39
Esquadria de correr tamanho 2,00 x 1 ,40m , em alumínio m2 R$ 483,59
Fechadura para porta interna, em ferro, acabamento cromado unid R$ 27,69;
Fio de cobre anti-chama, Isolamento 750V,#2,5 mm2 m R$ 1,12
Janela de correr tamanho 1,20m x1,20m em ferro m2 R$ 151,77
Locação de Betoneira dia R$ 32,33
Placa de gesso m2 R$ 8,81
Porta lisa p/pintura unid R$ 83,78;
Placa cerâmica (azulejo) 3Ocm x 4Ocm, PB II m2 R$ 18,70;
Registro de pressão cromado Ø 1/2" unid R$ 40,61; 
Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 1/2" m R$ 52,71
Tijolo 9 x19x19 cm unid R$ 0,55;
Tinta látex PVA l R$ 13,88
Tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto Ø 150 mm m R$ 24,24
Telha fibrocimento ondulada 6 mm m2 R$ 18,46; e
Vidro liso transparente 4 mm m2 R$ 61,63; 
Fonte: DEE – Sinduscon/RS



Sinduscon/RS) divulgou o CUB/m² do mês de agosto

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon/RS) divulgou o CUB/m² - Custo Unitário Básico por metro quadrado de construção do mês de agosto de 2014. 

Os materiais de construção que mais subiram no período foram: 

Emulsão asfáltica impermeabilizante (2,23%),
Cimento CP-32 II (2,22%),
Disjuntor tripolar 70 A (1,58%),
Bancada de pia de mármore branc0 2,00m x 0,60m (1,25%),
Porta lisa p/pintura (0,94%), e 
Fio de cobre anti-chama,  isolamento 750v,#2,5mm2 (0,90%)

Já os materiais de construção que apresentaram as maiores reduções de preços em agosto foram:  

Placa cerâmica (azulejo) 30cm x 40cm,PB II (-3,41%),
Aço CA-50 10mm (-2,00%),
Tijolo (9cm x 19cm x 19cm) (-1,79%),
Telha fibrocimento ondulada 6mm (-1,70%), 
Fechadura para porta interna, em ferro, acabamento cromado (-1,28%), e
Bacia sanitária branca com caixa acoplada (-0,94%),

Fonte: Sinduscon/RS