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terça-feira, 7 de maio de 2013

Construção Sustentável.

                                          Imagem: Reforma & Construção

                                                     Royal Center - 3ª Perimetral - Porto Alegre (Av.Dom Pedro II)
              Os primeiros prédios verdes foram construídos na Holanda, na Alemanha e nos países nórdicos.

* Pensar em longo prazo o planejamento da obra;
* Eficiência energética;
* Uso adequado da água e reaproveitamento;
* Uso de técnicas passivas das condições e dos recursos naturais;
* Uso de materiais e técnicas ambientalmente corretas;
* Gestão dos resíduos sólidos. Reciclar, reutilizar e reduzir;
* Conforto e qualidade interna dos ambientes;
* Permeabilidade do solo; e
* Integrar transporte de massa e ou alternativos ao contexto do projeto.

Estas são algumas diretrizes que integram o relatório Brundtland, documento intitulado Nosso Futuro Comum e que firma a sustentabilidade no desenvolvimento atual sem o comprometimento das gerações futuras.

Em 1987 abriu-se um espaço para uma nova ramificação na arquitetura, onde a interação do homem com o meio, a partir da utilização de elementos e recursos naturais disponíveis, resultou em iniciativas de preservação do planeta, considerando soluções socialmente justas, economicamente viáveis e ecologicamente corretas.

Os resultados das técnicas usadas e do processo na projeção da obra caracterizam a sustentabilidade de uma construção. O cumprimento dos pré-requisitos técnicos, das normas ambientais, a utilização de materiais adequados, a consideração pelas necessidades do entorno, o relacionamento com outras construções e pessoas próximas são indicadores que, em uma comparação entre empreendimentos, podem confirmar a sustentabilidades ou não de uma obra. É importante destacar que uma construção para ser sustentável o ambiente externo é tão importante quanto o que ocorre nas dependências internas da obra.

Em uma construção sustentável considera-se o processo na qual o projeto é concebido, quem vai usar os ambientes, o tempo de vida útil e se, depois desse tempo de utilização, ela poderá servir para outros propósitos ou não. Os materiais empregados também devem levar em conta a sua necessidade, o desperdício, a energia gasta no processo até ser implantado na construção e, depois, se esses materiais podem ser reaproveitados.

A auto-suficiência da edificação deve ser levada em consideração: geração própria de energia e reaproveitamento da água resultam em economia nas contas de luz e água. Produção própria de energia colabora com a redução de gases de efeito estufa em algum momento de sua produção.

Outro fator preponderante em uma arquitetura sustentável é o espaço em que será implantada. Aspectos naturais e suas condições geográficas, meteorológicas, topográficas, aliadas às questões sociais, econômicas e culturais do lugar é que definirão a sustentabilidade da obra.

A forma, as técnicas e materiais podem e devem ser combinados da melhor maneira para uma construção sustentável, onde as diretrizes precisam ser levadas em consideração na hora da projeção do empreendimento.
Fonte: cris.org.br

segunda-feira, 6 de maio de 2013

No Dia Mundial de Segurança, vídeos educativos sobre prevenção de acidentes.

Um grupo de organizações (Sesi, CBIC, CNI, Seconci Brasil e Sindicatos da Indústria da Construção) lançou, no dia 29 de abril, em Brasília, uma série de vídeos educativos sobre prevenção de acidentes e segurança na Construção Civil, em comemoração ao Dia Mundial de Segurança no Trabalho, 28 de abril. A produção poderá ser acessada livremente no Canal do SESI no Youtube. Nos vídeos, trabalhadores e gestores de empresas encontram orientações sobre o uso de equipamentos de proteção individual, combate a choques elétricos, cuidados para o trabalho em altura, entre outras.
Há no país mais de 190 mil empresas no setor de construção, que empregam mais de 3 milhões de trabalhadores, e os vídeos podem auxiliar as empresas do setor de construção em treinamentos sobre segurança nos canteiros de obras. Desde 2012, o programa realiza ações como treinamentos para gestores e trabalhadores, além de diagnósticos sobre as condições do ambiente de trabalho, e deve receber investimentos de R$ 18 milhões até 2014. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Construção emprega mais 76 mil trabalhadores no 1º trimestre.



O nível de emprego na construção civil brasileira cresceu 0,65% em março na comparação com fevereiro, com a criação de 22,4 mil vagas no país, de acordo com a pesquisa mensal feita pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entretanto, o número é inferior ao 40,1 mil novos postos de trabalho gerados em março do ano passado.

No primeiro trimestre deste ano, o indicador acumula alta de 2,26%, com a contratação de 76,1 mil trabalhadores. No mesmo período de 2012, o setor havia gerado um número maior: 123 mil novos empregos.

No acumulado dos últimos 12 meses, o número de trabalhadores empregados cresceu 1,43%, com a criação de 48,6 mil vagas (contra 248,1 mil nos 12 meses encerrados em março de 2012). Com o resultado, a construção brasileira empregava no final de março deste ano 3,450 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

“Os números comprovam que o ritmo de crescimento da construção brasileira continua desacelerando”, observou o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. “Em função da redução do ritmo dos investimentos, configura-se uma expansão mais moderada da atividade do setor, embora em patamar ainda elevado. Acreditamos que este quadro vá se manter nos próximos meses”, comentou.

No mês de março, o emprego na construção brasileira registrou acréscimo em todas as regiões em relação a fevereiro. Confira abaixo:

Dos 3,450 milhões de trabalhadores empregados com carteira assinada ao final de março, cerca de 1,747 milhão estavam no Sudeste, 731 mil no Nordeste; 480,2 mil no Sul; 276,3 mil no Centro-Oeste e 215,3 mil no Norte.

O número de contratações na construção no Estado de São Paulo cresceu 0,77% em março frente a fevereiro, com a abertura de 6,8 mil vagas – número inferior aos 10,3 mil empregos abertos em março de 2012. Nos primeiros três meses de 2013, as contratações no Estado somaram 23,2 mil. No mesmo período de 2012, foram 29,1 mil.

Ao  final de março, as empresas paulistas da construção somavam 890 mil empregados com carteira assinada. No mês, apenas três das regiões pesquisadas (Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José dos Campos) apresentaram queda no nível de emprego. 

Emprego por Regiões do Brasil
(março de 2013)
Região
Variação (%)
Número de Novas Vagas
Norte
    1,22
     2.596
Nordeste
     0,06
    454
Sudeste
     0,91
    15.748
Sul
     0,56
    2.657
Centro-Oeste
     0,34
    945
Brasil (Total)
     0,65
    22.400

Fonte: SindusCon-SP

INCC-M registra variação positiva em abril.



O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou taxa de variação de 0,84%, em abril, acima do resultado do mês anterior, de 0,28%. Já o índice acumula variação de 2,32%, no ano, e, nos últimos 12 meses, 7,25%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços apontou variação de 0,50%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,42%. O índice referente à Mão de Obra obteve variação de 1,15%. No mês anterior, a taxa foi de 0,14%. O INCC-M é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Materiais, Equipamentos e Serviços

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,46%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,50%.

Subgrupos que apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: 

materiais para instalação (1,12% para 0,13%) e 
materiais para acabamento (0,69% para 0,57%). 

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,13%, em março, para 0,67%, em abril. 

Subgrupo que apresentou aceleração em sua taxa de variação:

serviços técnicos, cuja variação passou 0,04% para 1,37%. 

Mão de obra

O grupo Mão de Obra registrou variação de 1,15%, em abril. No mês passado, a taxa havia sido de 0,14%. A aceleração foi consequência dos reajustes salariais ocorridos em função da data base em Salvador e Rio de Janeiro, onde as taxas passaram de 0,52% para 6,99%, e de 0,09% para 5,13%, respectivamente.

Capitais

Capitais que apresentaram aceleração: Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. 

Capitais que apresentaram desaceleração: Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre registraram desaceleração. 
Fonte: FGV.

Variações estáveis nos índices de mercado.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,15%, em abril, ante ao registrado no mês anterior, de 0,21%. A variação acumulada no ano, com fechamento no mesmo período, é de 0,98%. Em 12 meses, o IGP-M variou 7,30%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,60%, em abril, ante 0,72%, em março. A principal contribuição para o decréscimo da taxa do índice partiu do grupo Transportes (0,61% para 0,26%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 2,17% para -0,38%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), em abril, apresentou taxa de variação de -0,12%, ante ao apontado em março, a taxa foi de 0,01%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,86%, em abril. Em março, este grupo de produtos mostrou variação de 1,00%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 7,89% para 6,19%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,14%. Em março, a taxa foi de 0,06%.
Fonte: FGV.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Betoneira: uma história concreta.



O anúncio publicado no jornal O Estado de São Paulo, na edição de 18 de novembro de 1924, mostra uma das primeiras betoneiras anunciadas no mercado brasileiro.
fonte: blogs.estadao.com.br

Máquina empregada na mistura de concreto na construção civil, a betoneira tem capacidades que variam de 10 Kg ou 10 litros a 10 mil litros (caminhões com mais de dez metros cúbicos de capacidadede) de concreto. As mais comercializadas são as de 320/400 litros onde o "traço" é de aproximadamente 1 saco de cimento por betonada.

As betoneiras podem ser:
- móvel: transportada em caminhão betoneira;
- fixa: equipada com motor para que a mistura fique homogênea;
- semi-fixa: pois possui rodas e pode ser fácilmente removida;
- automática: equipada com esteiras rolantes é movida por um motor sincronizado; e
- semi-automática.

Equipamentos de segurança para o canteiro de obra.

Capacete – É equipamento básico de segurança em qualquer obra, é feito de material plástico rígido, de alta resistência à penetração e impacto. Utilizado com suspensão, que permite o ajuste mais exato à cabeça e amortece os impactos, o uso do capacete evita lesões no pescoço do trabalhador.

Óculos – Equipamento para uso em atividades diversas. Em materiais sólidos perfurantes, poeiras em suspensão, materiais químicos, radiação e serviços de solda ou corte a quente com maçarico.


Respiradores – protegem o aparelho respiratório contra poeiras, gases e vapores. Podem ser semifaciais (abrangem nariz e boca) ou faciais (nariz, boca e olhos). A especificação dos filtros é indicada conforme o tipo de substância ao se está exposto.

Escudos e Máscaras - protegem o rosto e os olhos contra fagulhas incandescentes ou quando em serviços de soldagem.


Protetores auriculares – Equipamento indicado na proteção dos ouvidos quando em ambientes onde o ruído está acima dos limites de tolerância.


Luvas – Equipamento para uso em funções diversas elas podem ser de:
• amianto (para altas temperaturas);
• raspa de couro (soldagern ou corte a quente);
• PVC com forro de malha fina (produtos químicos);
• PVC sem forro (permite maior mobilidade que a versão forrada);
• PVC sem forro e 7cm de punho (protege apenas as mãos, mas é bastante maleável);
• borracha (serviços elétricos, divididos em cinco classes, de acordo com a voltagem);
• pelica (protege as luvas de borracha contra perfurações);
• lona com punho de malha (evita riscos e cortes no manuseio de materiais leves);
• vinílica (protege da radiação infravermelha ou ultravioleta).


Aventais – Em couro, para soldagem ou corte a quente, ou em PVC, contra produtos químicos e derivados de petróleo, os aventais devem proteger o tórax, o abdômen e parte dos membros inferiores.


Cinturões – Em couro ou náilon, os cintos de segurança, além de limitar os espaços reduzem a área de atuação do usuário, dando proteção ao evitarem possíveis acidentes com quedas.


Colete Reflexivo – Equipamento em tecido plastificado na cor laranja, é usado em trabalhos com risco de atropelamento.


Calçados – São indicados botas em PVC, com solado antiderrapante para locais úmidos. E uso permanente na obra, os sapatos protegem de materiais pesados que podem cair nos pés do usuário.


Capa de Chuva - protege o trabalhador contra a chuva.




Derli dos Reis
Jornalista